Toda entrega responde a quatro.
Cada dono mede a mesma entrega por um critério diferente e objetivo. Servir três e falhar um não é qualidade — é dívida com cara de pronto.
- 01
Quem usa → UX / UI
Pra quem aperta o botão, o sistema É a tela: o que vê, o que toca, quão rápido entende. A arquitetura por trás não importa pra ele — importa resolver o que veio fazer, sem fricção. UX e UI não são enfeite; são o produto, do ponto de vista de quem usa.
- 02
O computador → compila e roda correto
Pra máquina existe uma pergunta só: compila e roda certo? Tipo que bate, build que passa, sem estourar em runtime. É a lente mais binária — passa ou não passa — e a base sobre a qual as outras três se apoiam. Sem respiração, nenhuma forma fica de pé.
- 03
O dono → reflete a necessidade
Pra quem é dono do software, a única medida é: resolve a necessidade que eu propus? Código lindo que não fecha a dor do negócio é impureza cara. A entrega existe pra resolver um problema do mundo real — não pra impressionar no diff.
- 04
O dev (você, depois) → evolui e mantém
Pro dev — em especial você daqui a seis meses — a pergunta é: consigo evoluir e dar manutenção a qualquer momento? Se só você entende, se trava ao tocar, a lâmina enferruja. Mantível é o que sobrevive depois que a empolgação passa.
A maioria dos problemas de software é servir um dono e esquecer outro: UX linda que não compila, código limpo que não resolve a dor, solução perfeita que ninguém mantém. Servir os quatro é o ofício.